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O Conselho da Mulher Empresária (CME) entregou os
sabonetes e pastas de dentes arrecadados na 2ª
Caminhada do Batom. Foram beneficiadas as entidades:
Sinharinha Neto, Vicentinos, Recanto Nosso Lar, Casa
de Recuperação Recomeçar, AVCC (Associação de
Voluntários no Combate ao Câncer), Hospital
Psiquiátrico Mahatma Gandhi, Casa de Recuperação
Lírio dos Vales, Associação Amor e Caridade, Centro
Espírita Joana de Angelis, além de 88 crianças
atendidas por voluntários do Jardim Imperial.
A entrega dos donativos aconteceu neste dia 11 de
julho, às 15 horas, na sede do Sincomercio. O CME,
órgão ligado ao Sindicato, tem como um dos seus
objetivos promover a integração e o desenvolvimento
profissional das mulheres empresárias, através de
eventos como a Caminhada, agregando a cada evento
uma função social.
Durante a cerimônia de entrega, o presidente do
Sincomercio, Ivo Pinfildi Júnior, enalteceu este
aspecto solidário do Conselho da Mulher, enquanto a
presidente do CME, Lourdinha Dalto, agradeceu o
envolvimento de todas as mulheres empresárias, bem
como dos participantes na 2ª edição da Caminhada,
considerada um sucesso.
Hukio Nagata, presidente do Conselho Central dos
Vicentinos, que representou uma das entidades
beneficiadas, agradeceu a colaboração, transmitindo
a todos um resumo do trabalho desenvolvido pelos
Vicentinos, entidade que atualmente atende em
Catanduva cerca de 450 famílias. “Muita gente dá
alimento, mas raramente recebemos como donativos
materiais de limpeza ou de higiene pessoal. Por
isso, essa iniciativa do CME é muito bem-vinda”,
disse.
Os Vicentinos prestam esse trabalho assistencial em
Catanduva há 50 anos. Diferente do que muitos
pensam, seu foco não está meramente em distribuir
alimento, mas em desenvolver a dignidade humana,
trabalhando entre as famílias carentes a
reestruturação familiar e o planejamento do
orçamento doméstico, que muitas vezes são a causa da
fome no lar.
MISÉRIA EM QUALQUER CANTO?
O trabalho monitorado há tanto tempo por voluntários
como Nagata faz com que eles definam mais
nitidamente o mapa da miséria em Catanduva. Após
cinco décadas de trabalho voluntário, muita coisa
mudou na cidade. Algumas regiões se desenvolveram,
especialmente a região central. A concentração de
miseráveis, na avaliação de Nagata e no entendimento
dos que percorrem a cidade como um todo, está na
periferia, em bairros como Jardim Alpino e Jardim
Imperial. “São os excluídos que ninguém vê. A
miséria aumentou, ao longo dos anos”, afirma Hukio.
A cidade que há pouco tempo comemorou o
desfavelamento parece ainda ter muito por fazer, o
que na visão das mulheres empresárias torna o
voluntariado uma importante ferramenta no combate à
miséria e na promoção da dignidade humana.

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